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Seja um Encorajador

Qual a importância de ter ao redor do aprendiz pessoas que o envolvam com palavras encorajadoras ?Mais encorajamento e menos crítica.


Encorajador é aquele que anima, estimula, motiva e incentiva .As criticas puxam para baixo a autoconfiança .

A criança ao longo do seu percurso de aprendizagem vai criando consciência da seu potencial, da sua capacidade de acompanhar o grupo em que está inserida, em contra partida vai recebendo dos outros manifestações que o apoiam ou não, confirmando sua confiança em si mesmo. Podemos conferir esse processo quando a criança aprende a andar, primeiro ela precisa de um apoio, de estímulos, do suporte dos pais que a motivam a levantar sempre que cai. Estando com boa saúde, ela vai se esforçando até ter autonomia de andar sozinha. O momento que essa criança sai andando sem apoio é uma festa na família, com vídeos que são compartilhados por todos. Quando recebe um desafio que não consegue realizar ela se sente menos capaz, se por várias vezes ela se depara com atividades com alto grau de dificuldade, vai somando um sentimento de incapacidade. É sempre bom adequar o que se deseja ensinar ao nível de aprendizagem do aprendiz. Acreditar no seu potencial de aprender é muito importante para que a aluno permaneça motivado e se abra para novas aprendizagens.


Como a família pode contribuir para que a criança continue motivado para estudar?


Ter ao redor pessoas que te encorajam é sempre muito bom, então minha dica é que os pais controlem suas ansiedades e troquem o perfil de crítico para o perfil de encorajador. Os pais podem ajudar no estudo das atividades escolares, deixando que o aluno faça e depois corrijam o erro com tranquilidade e controlando as palavras direcionadas a criança. As palavras ditas pelos pais e educadores ficam gravadas no coração da criança, por isso devemos controlar o ímpeto de pronunciar palavras negativas. Refletindo sobre as palavras direcionada que impactam negativamente na autoestima e a que acriança carregará essas palavras ditas por que ela ama pra sempre. As palavras negativas ficam grudadas na alma, então se controle para não direcioná-las ao seus filhos e alunos. Use o erro para compreender como a criança está pensando sobre o trabalho, o erro pode ser um ponto de partida para melhorar o processo de aprendizagem. Mudar o foco, quando se depara com erro pode facilitar o processo de aprendizagem. Pense que o erro te ajuda a identificar como a criança está raciocinando sobre o assunto, o que ela já sabe até aqui e não apenas o que ela não sabe. Essa percepção pode virar o jogo. O elogio é como um abraço, aquece a alma e impulsiona a autoconfiança, fazendo como que a criança elogiada se abra para novos desafios. Você pode elogiar o esforço em fazer as atividades e não apenas o resultado positivo. Recompense quando ela fizer todo o trabalho, se concentrar no tempo que foi planejado, demonstre sua satisfação como o progresso que ela está alcançando. Proponha atividades coerentes com a fase de aprendizagem em que está para que ela seja capaz de fazer e tenha paciência para aumentar o nível de dificuldade. Mais do que aprender o conteúdo a família pode ajudar a criar estratégias para estudar, o Aprender a Aprender, compartilhe como ela pode estudar aquele conteúdo, crie mapas mentais que relacionem os conteúdos, cante músicas com rimas que tragam palavras do que está sendo estudado, use objetos da casa para exemplificar ou criar referências. Com essas habilidades a criança criará um repertório que levará para consolidar a aprendizagem de qualquer conteúdo ao longo de sua trajetória escolar e ainda poderá potencializar sua autoconfiança no estudo. Geralmente, os alunos com bom desempenho escolar têm maior autonomia no estudo, conseguem caminhar sem grandes suportes de adultos, mas isso se conquista a medida que a família constrói uma rotina que crie hábitos de aprendizagem, valorize o momento do estudo com um ambiente favorável, sem distratores que roubem a atenção. O tempo dedicado aos estudos pode variar de criança para criança, planeje e combine, controlando o tempo de acordo com a idade e série da criança e suas dificuldades. Algumas vezes você pode fazer um tempo menor de estudo se a capacidade de concentração da criança for menor, alternando com outras atividades. A qualidade do tempo de estudo é mais importante da quantidade desse tempo. Quanto a qualidade me refiro a estratégias adequadas, ambiente favorável e respeito ao ritmo de aprendizagem da criança. Anime, estimule, motive e incentive! A família faz toda a diferença no sucesso do aluno no seu processo de aprendizagem, seja um encorajador do seu filho e ajude a fortalecer sua autoconfiança em aprender.

Márcia Oliveira

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Gestão de Conflito no ambiente escolar.

Qual o nosso papel para interromper essa história???

A escola é dos primeiros espaços sociais que a criança frequenta obrigatoriamente depois da família. Ela sai daquele grupo que está familiarizada e vai conviver, por muitas horas ( cada dia a criança fica mais horas na escola) com diferentes tipo de pessoas e essa convivência é de extrema importância para aprender a viver de forma correta em sociedade.

Entre as muitas relações que o aluno estabelece na escola pode ser que ele vire alvo da insensibilidade humana e sofra bullying ou então seja ele o insensível e cometa o bullying.

Como a escola e os pais podem intervir de forma preventiva?

Seria o melhor educar para impedir que o bullying aconteça ou interromper o bullying que está em andamento, agindo de forma que não aconteça mais.

Crianças e adolescente não são anjos, as vezes conseguem ser muito cruéis com seus colegas e causam marcas que podem ficar pra uma vida inteira. Todos nós adultos convivíamos com as tais “brincadeiras”, apelidos e é verdade que seguimos em frente porém só quem é o alvo do bullying sabe a dor que sente. Então para com essa história de mimi, como isso irrita.

Saber respeitar o limite do outro é fundamental, primeiro quem tem que ensinar isso é a família, é de casa que ele tem que vir sabendo que não pode invadir o espaço do outro, precisa respeitar a individualidade, o estilo, o gosto de cada um. Até acho que tem o direito de não compartilhar dos mesmos gostos mas guarda pra você, não exponha o colega, não o agrida , não o ridicularize.

Eu já compartilhei que dirijo uma escola pública de cerca de 700 alunos , em área de conflito social em uma grande cidade. Ter aluno na sala da direção por briga é uma realidade constante, nestes 8 anos de gestão, percebi que o agressor naturaliza o ato, o outro está sempre exagerando. Por vezes a família quando é chamada também minimiza o fato. Quantas vezes ouvi os pais reclamando de terem sido chamados à escola por uma bobagem (conhecendo a família você começa a conhecer o filho).

Uso algumas estratégias para resolução de conflitos entre alunos, sei que vocês vão reconhecer e podem acrescentar a suas coleções.

Minha experiência na gestão de conflitos

  • Deixe que cada um conte diante do outro o que aconteceu, cada um na sua vez terá a oportunidade de falar e ouvir, assim todos terão que ouvir como o outro se senti e elaborar um raciocínio sobre o fato.
  • Não permita que quem fala desvie o olhar, olhe pro teto, para as paredes, vai falar de cabeça erguida, olhando nos olhos, para que se comprometam com o momento que estamos experimentando, não pode haver dispersão.
  • Pergunte ao que agrediu qual foi o seu erro nessa história, provavelmente ele vai transferir a culpa para outro, cabe a você ajudá-lo a reconhecer o erro.
  • Peça a cada um uma solução para os fatos. Como podemos resolver isso? Cada um tem que me dar uma sugestão.
  • Respire fundo e demonstre que você ficou decepcionada com o acontecido, elogie cada um deles se referindo a outros eventos, de foram sincera para que eles percebam que podem ser diferentes.
  • Fique de olho, observe para que esses eventos de bullying não se repitam.
  • Lembre-se “Só quem sofre sabe”

A escola pode propor sempre atividade que ajudem seus alunos a refletir sobre o Bullying, como pessoas podem estar sofrendo porque outra resolveu perseguir, ridicularizar, agredir constantemente.

Outra máxima é que “pau que dá em Chico dá em Francisco”, “um dia o mundo gira”, saber que hoje você ri de outro mais depois podem rir de você faz toda a diferença.

Ninguém é perfeito, todos temos defeitos( só a bailarina que não tem), imperfeições e isso pode ser ensinado. Pensar em se colocar no lugar do outro, perceber a dor e como ele não gostaria de sentir essa dor, isso é empatia, tão necessária nos dias de hoje, na escola e em todo o lugar.

Acriança que sofre precisa ter um canal de comunicação para relatar o que está passando e como se sente em relação a isso. Na família e na escola, os adultos devem estar alertas e acessíveis para que ela encontro liberdade de falar e não ser reprimida ou intimidada. Algumas vezes precisamos ensinar a reagir, ela está tão acuada que fala que não tem problema mas tem sim, não se deixe ofender. Respeito é bom e todo mundo gosta, já dizia a minha mãe, tenhamos e ensinemos a que todos se respeitem para vivermos em um mundo melhor.

Bullying não é brincadeira!

Márcia Oliveira

Avaliação: 1 de 5.

Dislexia em destaque na S.W.A.T

Seriado policial, retrata o dia a dia de um Esquadrão Especial da policia americana.

A série americana, S.W.A.T, retrata o dia a dia de um esquadrão de armas e táticas especiais e o universo dos personagens vai sendo retratado também.

Nos episódios 21 e 22, da primeira temporada, em segundo plano na trama, o esquadrão recebe um grupo de alunos que tiveram problemas disciplinares na escola. O personagem Luca (Kenny Johnson) é designado para acompanhar as crianças nesse dia de visita ao esquadrão especial.

Primeira questão que vale refletir é a relação dos alunos com dificuldades de aprendizagem e a indisciplina no espaço escolar. Aqueles alunos estão participando de um programa de “Ações Disciplinares” que nos leva ao circulo vicioso do aluno que não acompanha o conteúdo nas aulas virar um problema de disciplina, que por vezes ele é retirado de sala de aula e fica cada vez mais fora do processo de ensino / aprendizagem.

Ao não conseguir participar ou não ter bom êxito nas atividades propostas pela professora o aluno se dispersa e cria um ambiente de indisciplina, que pode virar uma bola de neve colocando esse aluno cada vez mais excluído do processo de aprendizagem na turma que pertence.

No primeiro episodio o sargento David Kay (Jay Harrigton), bate um papo com um dos alunos que é cadeirante e aconselha, de forma carinhosa, a usar melhor seu potencial.

O policial Luca (Kenny Johnson), percebe que uma das crianças não consegue ler, como ele também é disléxico, se identifica com a menina, se preocupa e busca ajudar sem expor a criança. Um momento muito bonito dando esperança a menina. O tema é abordado de forma leve. Quanto mais falarmos sobre o assunto mais ajuda a desmitificar e a sociedade passa entender melhor do que se trata. Como profissional da elite policial é importante falar também que dislexia não é sinônimo de fracasso profissional.

O segunda episódio, a mãe da menina procura uma escola nova onde sua filha possa se desenvolver melhor . Há nesse momento uma critica sobre como a escola enfrenta o desafio da incluir todos no processo de aprendizagem.Como a família sofre nessa batalha de propor um ensino eficaz para os filhos que tem dificuldade aprendizagem.

Gosto muito da série, vale conferir.

Valorize o potencial e se surpreenda!

sugestão de fim de semana

Estrelado por Cuba Gooding Jr, baseado em um caso real, o filme conta a história do Dr. Benjamim Carson, Norte Americano, ele é um dos maiores neurocirurgiões do mundo.

A mãe de Benjamim não teve oportunidade de estudar mas incentivava os filhos a grandes conquistas. No dia que recebe o boletim com notas baixas, ela percebe o desanimo do filho e o motiva ainda mais: ” Você não foi feito pra fracassar”. A voz da mãe ecoa e o acompanha em toda a sua trajetória de sucesso.

Professores também fizeram diferença na vida de Benjamim, elogiando e percebendo seus interesses criaram oportunidades para que ele avançasse pela pesquisa.

Uma boa dica para as reuniões de pais, quando a quarentena acabar, pois incentiva a participação dos pais na vida escolar dos filho e a relevância da família no sucesso escolar.

Uma história emocionante para aquecer os corações nesse final de semana, quando o frio se aproxima. Uma família batalhadora como tantas, nos deixa o exemplo de como os filhos podem nos surpreender.

Bom filme.

Jogos eletrônicos e o TDAH

O jogo é chamado de EndeavorRX pelos desenvolvedores Akili Interactive e visa melhorar a atenção de crianças de oito a 12 anos diagnosticadas com TDAH (Foto: Divulgação)
O jogo é chamado de EndeavorRX pelos desenvolvedores Akili Interactive e visa melhorar a atenção de crianças de oito a 12 anos diagnosticadas com TDAH (Foto: Divulgação)

https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2020/06/pela-primeira-vez-jogo-de-videogame-desenvolvido-para-ajudar-criancas-com-tdah-pode-ser-prescrito-como-medicamento-nos-eua.html

Discalculia

Matemática em Foco

Muitas crianças sofrem pela incompreensão da Discalculia. Fonte: CANVA 2020

A matemática é uma disciplina temida por muitos, que sofreram e sofrem em sua trajetória escolar, mas para alguns estudantes ela é um desafio bem maior.

Algumas pessoas tem um transtorno de aprendizagem que faz com que o esforço com a matemática esteja acima da normalidade. Considerando a idade cronológica, a intervenção pedagógica e a experiência, a compreensão do aluno sobre os conceitos matemáticos é muito abaixo do esperado.

A discalculia é um transtorno de aprendizagem, de origem neurológica, que afeta capacidade do raciocínio matemático.  

Segundo especialistas, nem todas as pessoas que tem Dislexia (transtorno de aprendizagem, que afeta a capacidade da leitura e compreensão de textos) terão também a Discalculia (transtorno de aprendizagem que afeta o raciocínio matemático). Dislexia e Discalculia, compreendem dois transtornos de aprendizagem distintos que podem aparecer conjuntamente ou não, podem estar associados devido ao fato do transtorno de aprendizagem impactar a memória de trabalho ou memória de curto prazo, necessária à aprendizagem.

Ente as características deste transtorno estão as dificuldades em:

  •  Reconhecer, escrever e sequenciar os números, podem inverter os números na escrita
  • Organizar as coisas de forma lógica
  • Compreender e realizar as quatro operações (adição, subtração, multiplicação e divisão)
  • Resolver problemas matemáticos
  • Memorizar funções matemáticas
  • Classificar e medir
  • Entender as medidas de tempo (dias, mês, ano, verificação das horas)
  • Diferenciar a direita e a esquerda
  • Fazer cálculo mental

O aluno que tem Discalculia deve ser acompanhado por um especialista, uma psicopedagoga que o auxilie a desenvolver o seu potencial, para que ele não fique de fora do processo de aprendizagem. O acompanhamento desde o início da vida escolar é de grande valia para o aluno, podendo ter assim sua trajetória escolar de sucesso.

Essa disciplina, no universo escolar é a que mais reprova, sendo um carrasco para muitos alunos. Com transtorno de aprendizagem ou não,  um fracasso escolar poderá acompanhar o estudante gerando um mentalidade de que a matéria não é para todos.

O fracasso escolar mexe muito com a crença de autoeficácia do aluno, que aos poucos vai desistindo de estudar e causando bloqueios para a aprendizagem. Antes de tentar realizar as tarefas o aluno já diz que não sabe, alega que “ não sou bom na matemática”.

Criar uma mentalidade de sucesso na matemática, valorizando os pequenos avanços do aluno com dificuldade de aprendizagem vai gerando, em contrapartida, uma crença de que é capaz de aprender. Por isso que entre as atividades propostas pelo professor, deva ter sempre uma que o aluno acertará com certeza, esta servirá como estimulo e o impulsionará a fazer cada vez mais. É preciso incentivar a autoconfiança do aluno, valorizando, com isso, os avanços e recompensando com elogios, fazendo com que ele se esforce a avançar cada dia mais.

Alguns jogos educativos, além de estimularem o raciocínio rápido e o desenvolvimento de outras competências oferecem uma recompensa motivacional visual e auditiva. Nesses jogos quando o aluno acerta aparecem fogos parabenizando-o com uma música festiva. Além do estimulo cognitivo como atenção, rapidez do raciocínio, o estimulo visual e auditivo, os jogos proporcionam também um estímulo emocional para a crença de autoeficácia.

Jogos como Kan Academy e Matific, são exemplos de estratégias que proporcionam o que foi citado acima. Plataformas de aprendizagem onde o aluno desenvolve várias competências além da auto confiança.

No livro “Mentalidades Matemáticas”, a autora Jo Boaler, fala sobre a necessidade de mudarmos nossa mentalidade diante da disciplina e trabalharmos como educadores para que os alunos tenham experiências de sucesso diante dos desafios, tornando-a prazerosa e possível para todos os mortais e não somente para as mentes brilhantes.

Para a Boaler é possível estimular o potencial das estudantes através de uma matemática criativa, do ensino inovador e de estimulo à autoestima, considerando o erro como oportunidade de aprendizagem.

A matemática, está presente no nosso dia a dia, seus conceitos perpassam todos os nossos afazeres, então podemos correlacionar os conceitos aos conhecimentos prévios do aluno, possibilitando que ele experimente, construindo o raciocínio a partir do concreto, do que vivencia.

O erro não pode ser fatal, o fim da linha, mas um ponto de partida ou de retorno, porque permite entender como o aluno está raciocinando o conteúdo, dando ao professor oportunidade de retomar a explicação para que de fato o aluno compreenda.

Assim como, valorizar o raciocínio do aluno e não apenas o cálculo, disponibilizar materiais de referência como a tabuada, formulas, calculadoras contribui para que tenham um suporte para realização das tarefas.

Ofereça materias de referência.
Disponibilize materiais de referência. Fonte: CANVA

A tabuada é um desafio potencializado pelos estudantes, visto que a memória de curto prazo é afetada pela Discalculia, então saber a tabuada de cor e salteado nem sempre será fácil, por mais que sejam capazes de compreender a lógica da tabuada. Ter uma tabuada na sala, disponível para os alunos ou permitir que eles façam no verso da folha, na avaliação, já facilita. Assim como ter o material concreto, acessível para que possam tocar e visualizar o que os números representam.

A família deve ter paciência com sua expectativa sobre a aprendizagem do filho, a ansiedade gera ainda mais frustação em pais e filhos. O aluno com Discalculia ou outro transtorno de aprendizagem é capaz de aprender, pode levar um tempo maior para isso, mas com estratégias adequadas vai se apropriando dos conhecimentos.

A melhor forma de ajudar o filho é elogiar e criar estratégias domésticas de estímulo. Inclua no dia a dia da família brincadeiras que envolvam números e o raciocínio matemático, deixe que ele resolva sozinho, tenha um relógio digital e de ponteiro, faça receitas e peça que a criança participe medindo os itens, separando os elementos, deixe que ele pense o troco no mercado (sem expor a criança ou adolescente). Ponha a mesa e peça que pense: Quantas pessoas participarão? Quantos pratos, garfos, facas e copos precisamos? São pequenas coisas que ajudarão a compreender a necessidade desses conhecimentos para o dia a dia. É possível verificar que os filhos são muitos criativos surpeendendo a todos. Elogie sempre, “porque o elogio é tão acolhedor como um abraço” (Jo Boaler).

Nossa sociedade super  valoriza a disciplina de exatas mas as outras disciplinas são igualmente importantes para a vida fora dos muros da escola. Não ser o aluno brilhante em matemática não pode ser potencializado também como aluno menos inteligente, pelo contrário,  precisamos repensar o ensino da disciplina favorecendo alunos com transtorno de aprendizagem e a todos os demais.

Recomendo a leitura do livro de Jo Boaler, que influenciou muito meu pensamento e junto com outas leituras mudou meu modo de ver a educação escolar, me levou a estudar a importância da autorregulação da aprendizagem, da crença da autoeficácia, baseados na Psicologia Social Cognitiva, de Albert Bandura.

Devemos fazer da escola um espaço acolhedor para todos, inclusivo, estimulando o potencial dos alunos.

Deixe seu comentário sobre o tema e como vocês fazem para ajudar alunos e filho com Discalculia.

Fonte:

Boaler, Jo. Mentalidades matemática: estimulando o potencial dos alunos por meio da matemática criativa, das mensagens inspiradoras e do ensino inovador.Jo Boaler; tradução: Daniel Bueno;revisão  técnica: Fernando Amaral Carnaúba, Isabele Veronese, Patricia Candido,-  Porto Alegre: Penso, 2018

Vale a leitura.

Dislexia na adolescência

5 DICAS PARA FACILITAR OS ESTUDOS 

Imagem do Canva

A adolescência é uma fase encantadora, cheia de descobertas e de novidades, mas é também um momento de conflitos em que a família precisa ter suporte para auxiliar os filhos com dificuldade de aprendizagem.

A organização brasileira de dislexia, define dislexia como :

“A Dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração.” (http://www.dislexia.org.br/o-que-e-dislexia/) definição baseada na  IDA – International Dyslexia Association, em 2002.

A transição da infância para a fase adulta traz uma série de transformações na vida do individuo e a escola é o lugar onde seu potencial é testado a todo momento, além disso ele está suscetível a críticas dos seus colegas, dos professores e de outros profissionais da escola. 

Quando o aluno apresenta dificuldades de aprendizagem normalmente ele fica isolado em sala de aula por não acompanhar o desenvolvimento e infelizmente pode sofrer microagressões (piadas que questionam sua capacidade de aprender). O aluno de baixo rendimento vira, por vezes, um caso de indisciplina, com isso ele é colocado para fora de sala e num circulo vicioso acaba  ficando cada vez mais fora do processo de aprendizagem.

O laudo da dislexia facilita a vida do adolescente porque saberá  de onde vem sua dificuldade, podendo assim se entender melhor e explicar aos professores e colegas.

No início deste ano (2020), recebemos uma aluna nova do 7º ano, ela já chegou declarando ao professor de português que era disléxica, sabia dos seus direitos, se posicionou com tranquilidade e explicou como  os professores fazia na escola anterior.

Esta aluna tinha um laudo, teve acesso a um acompanhamento especializado mas nem todos tem acesso a tudo isso. Entretanto sei que ela, ainda assim,  teve experiências não positivas em outras escolas, saindo da particular para a pública. A vida escolar pode ser cruel para um aluno com dificuldade de aprendizagem, um ambiente hostil que mexe com sua crença de autoeficácia.

Por isso afirmo que ser tratado e acompanhado desde o início da vida escolar possibilita que ele crie estratégias de resiliência ( “…Na área da psicologia, a resiliência é a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação.) definição retirada do site – https://www.significados.com.br/resiliencia/ ) , podendo se posicionar com mais tranquilidade. Compreendendo que mesmo precisando de um tempo maior para entender  aquilo que lê, ele é uma pessoa inteligente e capaz como todos os outros alunos da classe. Pode, desde modo, sonhar com qualquer futuro profissional que desejar.

O segundo segmento do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, é uma mudança radical na vida do estudante.

Algumas escolas têm uma professora por turma, no primeiro segmento do ensino fundamental (1º ao 5º ano), outras tem dois ou três no máximo. Turmas menores, com número menor de alunos onde todos são melhor acompanhados, quase que individualmente pela professora.

Na etapa seguinte, do ensino fundamental, o segundo segmento, são 8 professores ou mais, se a escola for de turno único (7 horas). Os professores mudam a cada tempo de 50 minutos de aula. A escola é maior e requer uma autonomia que o aluno, em muitas vezes, ainda  não desenvolveu.

Essa nova etapa de ensino é um grande desafio para todos os alunos. Considerando o aluno disléxico, como ele se adapta nesse cenário?

Se a família tem um laudo deve entregar logo na matrícula e o aluno pode avisar a cada professor sobre sua especificidade. Se o professor não entender sobre do assunto, converse com a coordenação pedagógica. Conheço pais que ficam na negação, o que dificulta o desenvolvimento do aluno , alegando que é preguiça de estudar não buscam ajuda para os filhos, estes irão possivelmente reprovar e manter o ciclo do fracasso escolar.

A pergunta que quero levantar é como podemos ajudar o aluno disléxico na adolescência?

  • Reforce a crença de que ele é inteligente – Saber é que é inteligente é muito importante para o individuo  desenvolver uma auto estima positiva, confiar no seu potencial de aprender, que é competente em outras áreas do conhecimento. Se o aluno criar um pensamento de que não gosta de escrever, por exemplo, fazer uma redação será um grande sofrimento. Cabe aos pais e educadores reverterem essa crença, ensinando a fazer uma redação com outras estratégias e elogiando para que ele se arrisque a fazer depois, como sempre falo “elogie o esforço” mais que o resultado. Cada vez que você elogiar o próximo resultado será melhor.
  • Identifique o perfil de aprendizagem do aluno – Como o aluno aprende melhor? Cada pessoa tem um estilo diferente de estudar e de aprender. Existem pessoas que gostam de copiar todo o conteúdo, outras leem em voz alta ou gostam de fazer anotações.  Nós aprendemos através dos sentidos, então envolver um número maior de sentidos na experiência de aprendizagem favorece principalmente o aluno disléxico, crie um música que lembra o conteúdo,etc.
  • Planeje um horário de estudo –  separar no dia um horário de estudo facilita porque não acumula o conteúdo para o dia da prova. O aluno terá o conteúdo explicado pelo professor  ainda fresco na memória. O ambiente onde irá estudar, sempre que possível, deve ser calmo. sem distratores que desviem a tenção do estudante, que facilmente se dispersa.Deixei abaixo um modelo de planejamento de estudos para organizar melhor as tarefas escolares.
  • Tenha alguém que ajude na leitura na hora do estudo – garanta que ele entendeu aquilo que foi lido, faça perguntas a respeito do assunto, faça paralelos com outros assuntos atuais, trabalhe a oralidade, a capacidade de falar sobre o que foi estudado. Se for possível ler o conteúdo antes da aula, isto fará com o aluno chegue com um conhecimento prévio do assunto facilitando a interação em sala de aula, ele poderá contribuir com o professor e isto pode impactar sua auto estima.
  • Faça um  Mapa Mental – resuma o conteúdo através de um gráfico que organiza o conteúdo estudado. O mapa mental é um diagrama que cria uma correlação dos conteúdos facilitando a fixação do que foi estudado. O mapa mental será usado para revisão do conteúdo sempre que necessário. Abordaremos este tema em outro artigo, porque é uma estratégia que surte muito efeito na aprendizagem do aluno com dificuldades de aprendizagem.
Sugestão de planejamento de estudos
MAPA MENTAL ELABORADO NO CANVA

Alguns estilos de letra no computador facilitam a leitura do disléxico, das letras convencionais podemos mencionar “Helvetica, Courier, Arial, Verdana e Computer Modem Unicode” identificadas por especialistas como facilitadoras da leitura. Porém no site http://www.dislexclub.com/instalar-letra-da-dislexia/, você encontra um passo a passo para instalar outros estilos de letras no seu computador, podendo assim, adequar os textos que os professores enviarem.

Há outras estratégias que colaboram para facilitar a vida escolar e aos poucos vamos abordando aqui no blog, deixe nos comentários se você tem encontrado outros caminhos e se já passou por esses que foram sugeridos.

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Coisas de Mãe... de Pedro

Depois de dois anos escrevendo as “Coisas de Pedro”, que é uma página na rede social Facebook onde registro com bastante frequência a maneira toda especial, divertida e amorosa com que o Pedro entende o mundo, resolvi que era, mais uma vez, hora de separar as “coisas”. “Coisas de Mãe...de Pedro”, portanto, é um projeto que está nascendo do meu desejo de continuar compartilhando os meus desafios e a minha construção no exercício diário de ser mãe e, principalmente, de ser mãe...do Pedro.

Bem-vindo(a) ao blog de Rafael Ayan

Cineasta, triatleta, ganhador do TheVoice, Mega Sena da Virada e Prêmio Nobel de Literatura. Coach de Política. Pai do Enzo e Raíssa. Marido da Dani. Vascaíno.

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